Parecia Inútil

O livro de quem faz o canal A Utilidade do Inútil, no YouTube.

O chip do seu celular começou com uma discussão sobre o nada.

Ideias Inúteis que Mudaram o Mundo vai do átomo grego à inteligência artificial: quem teve cada ideia, quem duvidou dela e onde ela foi parar.

Livro em PDF333 páginasCarlito de Souza

Capa do livro Ideias Inúteis que Mudaram o Mundo, de Carlito de Souza.1 / 333
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7 dias para pedir o dinheiro de volta · Ler um trecho antes

  • 9 capítulos e um epílogo
  • 50 figuras
  • notas com as fontes em cada capítulo
  • glossário com 70 termos

Parecia inútil. Hoje está aqui.

  1. Geometrias com cara de brincadeira de matemático entediado.

    Hoje:o GPS do seu carro.

    Sem a correção da relatividade, ele erraria mais de 10 km por dia.

    Capítulo 2, p. 68

  2. As contas de um francês que estudava o calor dentro do metal.

    Hoje:cada foto que você manda pelo celular,

    e que chega do outro lado incompleta de propósito.

    Capítulo 2, p. 68 e 69

  3. Uma equação que a maioria dos físicos teria jogado fora.

    Hoje:um exame de hospital que ajuda a achar tumores.

    Capítulos 5 e 8, p. 161 e 236

  4. Um sistema para os físicos de um laboratório pararem de perder tabelas.

    Hoje:a Web, onde você está lendo esta página.

    Capítulo 8, p. 249 e 250

Na hora, ninguém sabia no que essas ideias iam dar. O livro conta o caminho de cada uma, com nome e data.

Quanto tempo a ideia esperou

Da pergunta ao objeto que você usa. Quatro casos do livro, em escala.

~2.358anos

entre o vazio atômico de Demócrito, por volta de 400 a.C., e o circuito integrado, em 1958. O mais curto dos quatro casos levou 16.

A régua inteira400 a.C. a 2030

  1. Demócrito até circuito integrado~2.358

  2. Maxwell até telefonia sem fio108

  3. Turing até inteligência artificial86

  4. Meitner até medicina nuclear16

A faixa clara, de 1850 a 2030, aparece ampliada abaixo.

Ampliado1850 a 2030

  1. Demócrito chega em 1958vem de c. 400 a.C.

  2. Maxwell, 1865 até 1973108 anos

  3. Turing, 1936 até 202286 anos

  4. Meitner, 1938 até 195416 anos

Fonte: Figura 10.1, p. 303 do livro. Círculo vazado: a ideia. Círculo cheio: o objeto.

Nove capítulos. Cada um se lê sozinho.

Cada capítulo conta uma ideia do começo ao fim, em 28 a 38 páginas. Comece pelo assunto que quiser.

  1. 0128 páginas

    A Ideia Mais Inútil do Mundo

    Em 1989, dois pesquisadores arrumaram 35 átomos, um a um, para escrever a sigla de uma empresa. Assim terminaram 24 séculos de discussão sobre o átomo.

    p. 35

  2. 0238 páginas

    A Linguagem da Realidade

    A palavra “algoritmo” é o nome de um homem: um matemático que trabalhou em Bagdá há 1.200 anos.

    p. 49 e 50

  3. 0334 páginas

    Entre Céu e Terra

    O dono dos dados mais precisos da época morreu depois de um banquete: pela versão mais aceita, por não se levantar da mesa antes do anfitrião. Os dados ficaram com Kepler.

    p. 94

  4. 0432 páginas

    A Luz que Veio da Sombra

    A primeira radiografia da história mostrou a mão da mulher de Röntgen, com a aliança. Ele recusou a patente: para ele, a descoberta era de todo mundo.

    p. 132

  5. 0530 páginas

    O Átomo Despedaçado

    Os cadernos de laboratório de Marie Curie continuam radioativos. Para lê-los, é preciso assinar um termo e vestir roupa de proteção.

    p. 166

  6. 0628 páginas

    O Código Quântico da Realidade

    Einstein escreveu que não conseguia acreditar seriamente na física quântica. Em 2007, ela protegeu o envio dos resultados de uma eleição em Genebra.

    p. 172 e 188

  7. 0730 páginas

    O Universo que Aprende

    Três ímãs presos num triângulo nunca entram em acordo sobre para onde apontar. Essa “frustração” ajudou a criar a inteligência artificial e acabou num Nobel de Física em 2024.

    p. 207 e 226

  8. 0830 páginas

    Do Mar de Dirac ao Bóson de Higgs

    Emmy Noether resolveu um problema da teoria de Einstein dando aulas sem salário, anunciadas com o nome de outro professor. A universidade não a aceitava porque era mulher.

    p. 237 e 238

  9. 0936 páginas

    Professores, Propósitos e Pontes

    Em 1952, Richard Feynman deu aulas no Rio e saiu perplexo: um aluno recitava a definição do brilho que o açúcar solta ao quebrar, mas nunca tinha quebrado um torrão no escuro para ver.

    p. 265

E um epílogo de 11 páginas: O Invisível que Move o Mundo.

Leia uma história inteira

Capítulo 4, páginas 130 e 131. Do jeito que está no livro.

As equações de Maxwell continuavam sendo, para a maioria dos físicos, elegância matemática sem confirmação experimental direta. Bonita, coerente e um pouco suspeita. Coube ao alemão Heinrich Hertz (1857-1894) fechar essa lacuna. Entre 1886 e 1888, no laboratório da Universidade de Karlsruhe, Hertz construiu um oscilador rudimentar, dois condutores metálicos separados por uma pequena fenda, onde uma faísca de alta tensão saltava e gerava oscilações elétricas rapidíssimas. A alguns metros de distância montou um simples anel de fio metálico com uma fenda igualmente pequena, um ressonador, sem nenhuma conexão física com o oscilador. Nenhum fio entre os dois. Nada além do ar da sala.

Toda vez que o oscilador disparava uma faísca, uma segunda faísca, minúscula, saltava no ressonador. Hertz7 havia gerado e detectado, no ar do próprio laboratório, o tipo de onda que Maxwell previra no papel duas décadas antes. Mediu a velocidade dessas ondas e confirmou que coincidia com a da luz. Construiu parábolas metálicas para focá-las, ancestrais diretas das antenas parabólicas que hoje enfeitam telhado de todo mundo. Mostrou que podiam ser refletidas por superfícies metálicas, refratadas ao atravessar um prisma de piche e difratadas ao contornar obstáculos, o repertório completo da luz visível numa frequência bilhões de vezes mais baixa e invisível a qualquer olho humano.

Perguntado por um aluno sobre a utilidade prática daquilo, Hertz teria respondido, com a modéstia de quem só queria confirmar uma teoria bonita, “Não vejo nenhuma utilidade. É apenas um experimento que prova que o professor Maxwell estava certo.” A frase envelheceu mal, ou muito bem, dependendo do ângulo de quem julga. As “ondas hertzianas”, como foram chamadas por muito tempo, viraram a base de toda comunicação sem fio que a humanidade construiu desde então. Hertz morreu aos 36 anos, sem ver a primeira transmissão comercial, e essa talvez seja a parte mais ingrata desta história inteira.

7 HERTZ, Heinrich. Electric Waves: Being Researches on the Propagation of Electric Action with Finite Velocity Through Space. Londres: Macmillan, 1893.

É assim que o livro conta: a pessoa, a pergunta e a nota que leva à fonte.

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As fontes estão no livro

No fim de cada capítulo, as notas levam às fontes. No fim do livro, mais 14 páginas de referências, um glossário com 70 termos, o índice e uma linha do tempo de 25 séculos.

  • O sumário: nove capítulos e um epílogo (p. 4 e 5).
    O sumário: nove capítulos e um epílogo (p. 4 e 5).
  • Uma das 50 figuras: por que um grão de pólen dança sozinho debaixo do microscópio (p. 33).
    Uma das 50 figuras: por que um grão de pólen dança sozinho debaixo do microscópio (p. 33).
  • As notas do capítulo 1: cada número no texto leva a uma fonte (p. 37).
    As notas do capítulo 1: cada número no texto leva a uma fonte (p. 37).
  • A página 131, a da história de Hertz, aberta num celular.131 / 333
    A página 131, a da história de Hertz, aberta num celular.

Quem escreveu

Carlito de Souza é corretor de seguros e de imóveis em Blumenau (SC). Não é físico e não tem formação em ciências: aprendeu tudo depois de adulto, lendo à noite, depois do expediente.

Começou o livro numa terça à noite, depois de ler que uma equação previu a antimatéria anos antes de alguém encontrá-la num laboratório. Achou que seriam umas vinte páginas. Foram anos e nove capítulos.

Por isso ele anda devagar onde um professor andaria rápido: lembra onde a explicação costuma perder o leitor, porque foi ali que ele mesmo se perdeu.

Ninguém tinha pedido esse livro a ele.

Para quem é

  • Para quem viu um vídeo do canal até o fim e ficou querendo o resto da história.
  • Para quem gosta de saber quem teve a ideia, quem duvidou dela e no que deu.
  • Para quem quer entender de onde vieram o chip, a Web e o GPS, mesmo sem ter estudado física.

Prefere histórias de cinco minutos? O canal continua lá, de graça. O livro é para quando a história merece umas 30 páginas.

Perguntas

Preciso saber física ou matemática?

Dá para ler sem saber. O autor também aprendeu do zero, já adulto. As partes mais técnicas ficam em quadros separados, que dá para pular, e o glossário no fim explica 70 termos.

São 333 páginas. Tenho de ler tudo, em ordem?

Pode começar por onde quiser: cada capítulo se lê sozinho. Para computação quântica, vá ao capítulo 6; para inteligência artificial, ao 7.

As histórias são verdadeiras?

São histórias reais, com notas que levam às fontes e 14 páginas de referências. Quando uma história famosa não tem fonte firme, o livro avisa: a de que Galileu jogou balas de canhão do alto da Torre de Pisa, por exemplo, aparece como provável invenção de um biógrafo (p. 87). E o autor pede, logo na abertura, que quem achar um erro escreva, para corrigir na edição seguinte (p. 7).

As histórias dos vídeos do canal estão no livro?

Várias, com o que veio antes e o que veio depois delas. Faraday e Röntgen estão no capítulo 4; Turing, no 7; Newton e Leibniz, no 2; o GPS, nos capítulos 1 e 2. A da penicilina e a de Semmelweis ficaram só no canal.

Serve para um adolescente?

É o livro que o autor gostaria de ter lido aos quinze anos. A linguagem é de adulto e os capítulos são longos; para um adolescente que já gosta de ciência, vale ler junto com alguém da família.

Como recebo o livro?

Pela Hotmart, que cuida do pagamento e da entrega. Com a compra aprovada, você acessa o PDF pela Hotmart, com o e-mail que usou na compra, e baixa o arquivo para ler no celular, no tablet ou no computador.

7 dias para pedir o dinheiro de volta

Se não for o livro que você esperava, peça o dinheiro de volta pela Hotmart em até 7 dias depois da compra. É um direito seu em compras pela internet, e quem devolve é a Hotmart.

O formato

PDF de 333 páginas, no tamanho de um livro impresso (17 × 24 cm), com 50 figuras. Abre no celular, no tablet e no computador.

Pagamento

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No cartão: R$ 39,99 à vista ou em até 5x de R$ 8,85 (R$ 44,25 no total, com juros da Hotmart). Também aceita PayPal.

Capa do livro Ideias Inúteis que Mudaram o Mundo, de Carlito de Souza.
“Quantas outras ‘inutilidades’ estão, agora mesmo, esperando sua vez?”

Assim termina o capítulo 1. O resto do livro vai atrás da resposta.

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